Recanto de Alberto Valença Lima
A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein)
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08/04/2019 10h00
CARTA PERDIDA (EC)

Ricardo se correspondia há 3 anos com Soraya. Ele morava no Amazonas, numa cidadezinha de Uanini, interior do Estado do Amazonas e ela em São Paulo, cidade mais populosa do Brasil. 

Durante esses 3 anos que se corresponderam, Soraya e Ricardo desenvolveram uma amizade muito forte e, semanalmente, trocavam pelo menos uma carta. Soraya escrevia bem menos que Ricardo pois, tinha muitas ocupações. Mas, sempre que podia, escrevia para ele. Gostava muito de lhe contar sobre suas conquistas, seus anseios, suas diversões na maior cidade  do país. Ele por sua vez, como só estudava, tinha muito mais tempo e, sempre estava escrevendo para Soraya para lhe contar sobre suas conversas com seus colegas de turma, as suas opiniões sobre os filmes a que assistia na TV ou no cinema e, principalmente, sobre as leituras que fazia.

Ricardo gostava muito de ler. Era, depois do cinema, sua diversão favorita e, provavelmente por causa disso, escrevia muito bem e, esse tinha sido o principal motivo do desenvolvimento da correspondência entre ele e Soraya. E ela ficava impressionada com as opiniões bem elaboradas e fundamentadas que Ricardo lhe expressava nas cartas.

No início da correspondência eles começaram a conversar sobre O Pequeno Príncipe de Exupéry. E, por causa desse fato, ele a chamava de "Minha rosa" e ela o chamava de "Meu jardineiro".

Eles chegaram a marcar um encontro em São Paulo, quando Ricardo se deslocaria até lá e se encontrariam para se conheceerem. Mas, antes disso acontecer, Soraya enviou uma carta para Ricardo com 12 páginas e, esta carta não chegou. Ricardo ficou desesperado. Pediu a Soraya que fizesse uma reclamação nos Correios, pois a carta fora enviada registrada. Então era possível reclamar. E todos os dias, ao longo de três longos meses, Ricardo ia para o portão esperar o carteiro passar e perguntava se havia alguma coisa para ele. E a resposta era sempre negativa. E Ricardo foi começando a se desesperar. Se fosse um objeto qualquer, não haveria problema. Mas era uma carta de Soraya! E era uma carta enorme! Quando as cartas dela nunca tinhama mais do que três ou quatro páginas. Esta tinha doze!

Por outro lado, Soraya também se preocupava pois na carta ela expunha muitas coias e detalhes de como seria o encontro dos dois em São Paulo. E, por mais que ela se esforçasse, não conseguiria reproduzir o que escrevera. Também se preocupava por perceber o quanto aquele fato tinha abalado o equilíbrio de Ricardo. 

Ao longo dos três meses de espera, eles continuaram trocando correspondência. Mas as cartas dele haviam escasseado. Por consequência, as dela também. Houve um nítido afastamento dos dois.

Após os três longos meses de espera, finalmente chegou o dia em que o carteiro entregou a Ricardo a carta perdida. Ricardo pegou aquela carta nas mãos como se estivesse pegando no maior tesouro de sua vida. Era como se ele tivesse nas mãos, o próprio coração, levando para um hospital para um transplante. Entrou em casa e trancou-se no quarto. Abriu cuidadosamente o envelope que estava todo manchado de muitos manuseios e carimbos. A carta tinha estado em seis Estados diferentes antes de chegar àsa sua mãos. Excetuados os Estados do Amazonas e de São Paulo.

Leu a carta com uma avidez nunca experimentada em sua vida. Depois releu-a mais duas vezes. Pegou uma caneta e pôs-se a respondê-la. Falou sobre a viagem que já seria na semana seguinte, sobre os filmes que ela havia comentado, sobre as músicas, sobre o sentimento que ele estava sentindo, e sobre a iminente aproximação dos dois. Falou também dos planos que tinha de mudar-se para São Paulo e um monte de outras coisas. Ao finalizar, a carta tinha 46 páginas. Ficou com medo de que aquela carta também viesse a se perder pois, era frequente, abrirem as cartas muito volumosas pensando haver nelas dinheiro que, muitas vezes, as pessoas enviavam para evitar pagar as taxas bancárias. Mas, apesar do medo, no dia seguinte, postou a carta nos Correios registrada também.

Na semana seguinte, viajou para São Paulo. O que será que aconteceu? Como terá sido o encontro dos dois? Veja o desfecho desta história no próximo capítulo.

 

 

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Este texto faz parte do Exercício Criativo - Carta Perdida
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Publicado por Alberto Valença Lima em 08/04/2019 às 10h00
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25/03/2019 10h00
Encantos de minha cidade (EC)

São tantos os encantos de minha cidade que até tenho duas para falar, pois em uma só não cabem. Olinda e Recife são as minhas cidades. São como irmãs e como tal são conhecidas. São tão próximas uma da outra que chegam a se confundir. As histórias das duas estão tão interligadas que é difícil separar.

Olinda foi onde nasci. Recife é onde moro. Olinda me viu crescer, Recife me vê viver. Para a primeira compus um poema. Para a segunda compus minha história.

Encantos de Olinda

Encantos que Olinda tem
Encantos que Olinda guarda
Olinda que me viu nascer
Olinda que olhou eu crescer
Olinda de suas ladeiras
De seus casarões encantados
Da Sé de estendidas esteiras
Olinda que suas igrejas acolhe
E que tantas poesias inspirou.

Olinda dos seus carnavais
Dos blocos na rua passando
Palhaços, artistas brincando
Olinda do Homem da Meia Noite
Que sobe e desce ladeiras
Ao som do frevo e da alegria
De seus foliões desvairados.

Olinda de muitos poetas
Artistas, pintores, doutores
Ninguém escapa dos encantos
Dos pores de sol em Olinda.
Das vistas de puro deleite
Do alto de seu Farol
A contemplar o arrebol.

Recife também tem muitos encantos. Além de inúmeras igrejas, monumentos, pontes e o Rio Capibaribe que a corta a cidade de Sul a Norte, de Oeste a Leste, adornado por mais de 40 pontes e que, por conta disso, é chamada de Veneza Brasileira. Já teve seus encantos declamados na poesia do pernambucano João Cabral de Melo Neto intitulada "O Rio".

Deixo a seguir um link para quem tenha interesse de conhecer ou de reler este belo poema.

O RIO - João Cabral de Melo Neto

Nota

As duas cidades fizeram aniversário agora, recentemente. No último dia 12 de março de 2019, Recife completou 482 anos e Olinda, 484.

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Este texto faz parte do Exercício Criativo - Encantos de Minha Cidade
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Publicado por Alberto Valença Lima em 25/03/2019 às 10h00
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11/03/2019 10h00
Inteligência artificial (EC)

CONTO DE FICÇÃO CIENTÍFICA

Fernanda estava naquela noite sentindo-se só e triste.  Resolveu acessar a internet e foi para o facebook. Ao entrar no seu perfil encontrou uma mensagem de um desconhecido. Olhou o perfil dele e sentiu-se atraída pelo que viu. Não tinha uma foto de Fernando mas sim uma interrogação. Resolveu então responder à misteriosa mensagem.

Com poucos minutos recebeu a resposta. Era de alguém muito alegre e descontraído. Bateram papo durante quase duas horas. Ao se despedirem e combinarem para se comunicarem no dia seguinte, Fernanda estava com outro astral. Descontraída, alegre, esperançosa e, principalmentge, apaixonada.

No dia seghuinte, na hora combinada, Fernando já estava online. Ambos tinham se adicionado como amigos e ela ficou encantada com as gentilezas e amabilidades que recebeu. Mais uma vez, Fernando mostrou-se encantador. Morava também em São Paulo mas, no interior. Em Campinas. Ela morava na capital. Era funcionária de uma empresa estatal. Fernando era um homem de negócios. Tinha vários empreendimentos espalhados pelo mundo. Ele disse que estaria naquele fim de semana na capital e gostaria de encontrar-se com ela. Ela disse que não poderia pois já tinha marcado com uma amiga para irem à praia. Ele tanto fez que ela terminou se convencendo de dar uma desculpa à amiga e se encontrarem os dois num restaurante famoso - o Família Mancini.

No sábado logo cedo Fernanda começou a se aprontar. Tinha ido ao cabelereiro no dia anterior, passou um tempão escolhendo a roupa que iria usar e as bijuterias que a enfeitariam. Na hora combinada chamou um Uber e se dirigiu ao local. Ao chegar, Fernando estava já sentado numa mesa. Haviam combinado que ele estaria usando um chapeu preto de palhinha e, assim, logo ela o reconheceu. Ao vê-la dirigindo-se para ele, Fernando se levantou e convidou-a para sentar, puxando-lhe a cadeira.

Ele chamou o garçom e pediu uma garrafa de champagne francesa. Brincarem o encontro e ele pediu que ela fosse com ele até a casa de sua mãe que era ali  perto pois queria apresentá-la a ela. Ela ficou indecisa mas logo ele a convenceu. Ela entrou num jaguar que chegou minutos depois à porta do restaurante e os dois foram pela av. 9 de julho em direção ao Ibirapuera. Logo chegaram a uma mansão na Vila Olimpia. Ele abriu o portão com um controle remoto e entrou com o carro. Ao parar, um criado veio para abrir-lhe a porta e ele, de imediato deu a volta no carro para abrir a porta para Fernanda, revelando-se um autêntico cavalheiro.

Ela desceu com a ajuda de Fernando que pegou sua mão para ajuda-la. Caminharam para uma porta suntuosa que foi aberta por outro criado vestido com uma jaqueta preta e camisa branca com gravata borboleta. Os dois entraram e ele convidou-a para sentar-se numa sala monumental. Em poucos minutos, Fernanda deu um grito apavorada. Era a mãe de Fernando que entrara na sala e lhe dirigia a palavra. Mas ela não era humana. Tinha um rosto monstruoso! Foi então que Fernando tirou a sua máscara. Ele também era monstruoso. Ela estava se relacionando até então com um ser extraterrestre. Era apenas uma inteligência artificial.

 

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Publicado por Alberto Valença Lima em 11/03/2019 às 10h00
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18/02/2019 10h00
A boneca de Maria Luiza (EC)

A boneca de Maria Luiza (EC)
Por Alberto Valença Lima

Maria Luiza estava ansiosa pela manhã do dia de Natal. Era quando iria correr para olhar debaixo de sua cama, dentro do sapato que iria deixar, como em todos os anos anteriores, seu presente tão desejado: uma boneca, sua primeira boneca. Desde que completara 3 anos, no ano anterior, que ela sonhava com esta boneca. E sua mãe dizia que se ela pedisse a papai noel o bom velhinho lhe atenderia, pois ele satisfazia aos pedidos das crianças bem comportadas.

Luiza passara todo o ano bem comportada pensando naquele natal. Tinha pedido a papai noel aquela boneca no natal do ano anterior, mas sua mãe lhe explicara que como sua irmazinha estava doente, papai noel não iria visitar a casa delas para não adoecer. E Luiza ficara triste mas não iria desejar que papai noel adoecesse. Então terminou por se conformar, embora tenha ficado muito triste com a falta de sua boneca. Seu pai lhe fizera uma boneca com um galho da goiabeira que havia no quintal. Tirara as folhas e cortara os galhos para ficar as pernas e os braços da boneca. Mas o rosto da boneca era um pedaço de sabão que seu pai ajustara para parecer com uma boneca de verdade mas era muito feia. Ela queria uma boneca como a que sua coleguinha tinha na escola. Enquanto esperava que chegasse logo o natal daquele ano, sua irmazinha piorou muito e terminou viajando para um lugar que ela não conhecia. Mas sua mãe lhe dissera que era um lugar muito lindo e que ela estava feliz lá. Que era bem pertinho de papai noel e de papai do céu.

Quando chegou dezembro Luiza não se aguentava de ansiedade. Todos os dias perguntava à mãe se faltava muito para o natal. E ouvia sempre a mesma resposta: está chegando. Não demora muito mais. Mas demorava. E como demorava! E desde que sua irmazinha viajou ela ficava sempre sozinha depois que voltava da escola. Sua boneca já estava com o rosto todo deformado e mole pois quando ela foi dar banho na boneca o rosto dela amoleceu e ficou deformado.

Bem, mas finalmente chegou a véspera do natal. Naquele dia ela quase não se continha de contentamento. Era um dos dias mais importantes de sua vida. Ela nem sabia que no dia seguinte papai noel não iria trazer sua tão desejada boneca. Mas estava feliz. E queria ir dormir logo pra chegar logo o dia seguinte.

Foi dormir cedo. Não sem antes deixar seu sapatinho embaixo da cama para receber seu presente de papai noel. Quando ela acordou, correu para olhar seu sapatinho. E qual não foi sua surpresa, quando ao invés de sua desejada boneca, notou que papai noel tinha consertado o rosto de sua boneca antiga. Esta nova boneca tinha um rosto cor de rosa, ao contrário da outra que era verde. Estava bem mais bonita mas não era o que ela estava esperando.

E assim, Luiza foi mostrar à mãe que papai noel não atendera completamente o pedido dela. Teria sido por causa de alguma traquinagem? Será que papai noel tinha ficado triste com ela?

 

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Este texto faz parte do Exercício Criativo - A Boneca
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Publicado por Alberto Valença Lima em 18/02/2019 às 10h00
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07/02/2019 09h26
Cinco anos de Recanto das Letras

Há cinco anos ingressei no Recanto das Letras e, a partir de então, minha vida mudou muito. Passei a escrever mais e com regularidade. Passei a compor poemas com mais frequência. Iniciei amizades muito caras que ainda hoje me dão calor.

Quero deixar registrado o meu prazer em estar completando cinco anos de Recanto neste dia 07 de fevereiro de 2019. Foram mais de mil textos publicados, mais precisamente, 1067 textos publicados. A grande maioria de poesias. Mais de 120 mil leituras, quase 125 mil. E incluindo os acessos do meu diário, dos áudios e dos e-books, passa muito de 125 mil. Só do "Meu diário" tem quase mil leituras.

Então, quero agradecer a você que prestigia meus rabiscos com sua atenção e, quase sempre, com seus comentários. Sempre de incentivo e de apreço. É graças a você que permaneço por aqui. Apesar de alguns dissabores, muito poucos, felizmente, as amizades que aqui construí são, de longe, a melhor coisa que encontrei aqui no Recanto das Letras.

Alia-se a isso um local organizado que disponho para armazenar meus escritos. Embora tenha um blog onde também guardo meus textos, aqui é, de longe, muito mais organizado.

Então, o dia de hoje é de festa. Parabéns para mim, pelos cinco anos de aniversário de minha chegada a este espaço tão valioso.

Deixo a todos que vierem ler este meu texto comemorativo, os meus abraços poéticos. E o convite para visitar meus poemas. Mas também tenho textos de contos, de orientação sobre a escrita que compartilho com todos um pouco do que aprendi ao longo da vida, resenhas, crônicas, cartas, teoria literária, etc.

Continue me prestigiando. Espero que meus textos tragam algo de bom para você. 


Publicado por Alberto Valença Lima em 07/02/2019 às 09h26
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