Recanto de Alberto Valença Lima
A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein)
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Dos meus tempos de infância

Hoje ao passar na página de uma das recantistas - zemery - ao ler uma de suas crônicas, intitulada "saudosismo", fui remetido aos meus tempos de infância. Resolvi então escrever esta crônica que foi naquele texto inspirada. Deixei lá um comentário, que transcrevo um excerto no primeiro parágrafo a seguir.

Dos meus tempos de infância

"Dos meus tempos de infância... do trem que passava junto da casa de um primo onde passava as férias... da minha cadela negra chamada Samara... da namorada que eu passava meses esperando um momento para vê-la só por alguns momentos... a namorada que nem sabia que eu namorava com ela!"

São algumas de minhas recordações. De tempos que já vão longe... tinha, talvez, uns 8 a 10 anos. Frequentemente, nas férias, ia pra casa de um primo com quem tinha muita afinidade, e lembro que ele morava bem próximo da linha férrea por onde, todas as noites, o trem passava balançando tudo dentro de casa, e fazendo um barulho infernal. Estava dormindo mas sempre acordava assustado.

Ou de uma menina que estudava no mesmo colégio que eu - Fernanda, era seu nome - e eu namorava com ela escondido. Mas não era escondido dos outros. Era escondido dela. Ela não sabia que eu namorava com ela. Ela estudava balé com minha irmã e eu era apaixonado por aquele corpo lindo, aqueles cabelos compridos, aquela graciosidade que tinha sua dança. Creio que ela nunca soube que eu namorei com ela.

Aos domingos sempre íamos todos juntos para a missa. Numa igreja que ficava distante lá de casa ou às vezes, quando estávamos com preguiça de caminhar, na capela do colégio onde estudava e que ficava bem pertinho de onde morava. A finalidade da ida à igreja não era para orar, embora isso às vezes acontecesse. O objetivo real era para paquerar. Olhar as meninas bonitas que iam sempre muito arrumadas e ficavam desfilando com aquela graciosidade própria das moças de 12 a 15 anos. Eu e os colegas tínhamos apenas uns 10 anos. 

De jogar bola de gude, brincar de cabra-cega, esconde-esconde, pega ladrão, brincar de roda, pular corda ou amarelinha...  Garrafão, queimado e empinar papagaio (pipa) que tanta alegria trazia para todos os envolvidos. E algumas despertavam a sexualidade ou o envolvimento amoroso entre meninos e meninas como era o caso das brincadeiras de médico e paciente ou de marido e mulher, tão comuns nessa fase da infância. Ou uma mais inocente, mas que também despertava os anseios de carícias entre meninos e meninas, como era o caso do jogo passa anel.

Tinha uma cadela negra chamada Samara. Ela uma Fila Brasileira enorme. Brincava com ela enquanto ela era ainda novinha. Aos 4 ou 6 meses de idade já não era possível pois ela era muito grande e pesada. Mas gostava demais dela. Sempre fazia muita festa quando eu chegava. Tinha uma pintinha branca na testa que era o seu charme. Na rua, chamava a atenção de todos.

Ir para a praia era uma das diversões prediletas e, por morarmos bem próximo da praia, muitos primos e primas gostavam de ir para lá para poderem desfrutar o mar aconchegante e divertido com águas quentes e de areias brancas em seu redor. Na praia jogávamos peteca, futebol ou brincávamos de pegar onda, o que era um precursor da prancha de surfe dos dias atuais. 

Esta foi minha infância. De anos que já vão longe. Mas ainda guardo na memória as sensações daqueles momentos de folguedo.
 
Alberto Valença Lima
Enviado por Alberto Valença Lima em 29/03/2018
Alterado em 29/03/2018
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