Recanto de Alberto Valença Lima
A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein)
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Noite de São João (EC)



Para mim, é o São João, a época mais gostosa do ano. E “gostosa” aqui, está no sentido de agradável e de saborosa. As festas são as mais animadas, as comidas são as mais saborosas, os locais aonde se pode brincar são os mais variados.

Quando criança, ainda havia o adicional das brincadeiras com fogos. Todos os anos sempre havia um pacote de fogos para cada um que meu pai comprava.



Eram bombas, traques de massa, estrelinhas, bichas de rodeio, cobrinhas, chuva de prata, chuveirinho, carrapeta, e só para olhar, porque nunca a gente recebia desses, o vulcão, os foguetões (também conhecidos como rojões) e aqueles fogos belíssimos que fazem um espetáculo à parte na noite do ano novo no mundo inteiro. E a fogueira? Como era maravilhoso acordar logo cedo no dia 23 de junho para preparar a fogueira para a noite! E à noite, acender, brincar ao redor dela, e já no fim da noite, quando só restavam brasas, assar milho. No dia seguinte, acordar e correr para ver se ainda havia algum sinal. E quando havia, catar gravetos para recomeçar o fogo.



Na época da minha infância também existiam os balões, que causam tantos estragos no mundo todo. Mas era maravilhoso sairmos perseguindo o balão e gritando: “cai, cai, balão! “Cai, cai, balão!” Achando que o que fazia o balão cair era a força do nosso pensamento.



Também era nessa época que aconteciam as “quadrilhas”, que não são de bandidos, mas de alegria. Dança de origem francesa, onde no interior, e depois nas grandes cidades, se costuma celebrar um casamento como parte da comemoração. E houve duas ocasiões em minha vida que as quadrilhas foram responsáveis por marcas indeléveis na minha história. Quando cursava o quarto ano ginasial, que hoje seria a nona série do primeiro grau, e quando cursava o terceiro ano científico, que hoje seria o terceiro ano do segundo grau. Na época deste último, durante parte do mês de maio, e todo o mês de junho, havia ensaios para a quadrilha todo sábado. Era maravilhoso!



Anavan tour, anarriê, balancê, cavalehiros cumprimentam as damas, damas cumprimentam os cavalheiros, grande roda, olha o túnel, caminho da roça, olha a chuva, choveu... e os passos vão se sucedendo numa festa incrível.

Mas, de todas as festas de São João das quais participei, nenhuma foi nem de longe tão fantástica quanto uma que passei no interior. Uma fogueira que tinha cerca de uns 5 metros de altura, um trio de forró, isto é, um zabumbeiro, um sanfoneiro e um triângulo a tocar a noite inteira, e muita comida de milho: pamonha, canjica, milho verde assado e cozido, pé-de-moleque, bolo de milho, munguzá... Guloseimas que fazem qualquer um sair da dieta.



A noite de São João, é de longe, a melhor do ano.


Para ilustrar, acrescento a seguir, um link de um dos meus poemas sobre essa época.

https://www.recantodasletras.com.br/poesiasdealegria/6359040

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Este texto faz parte do Exercício Criativo - Noite de São João
Saiba mais, conheça os outros textos:
http://encantodasletras.50webs.com/noitedesaojoao.htm
Alberto Valença Lima
Enviado por Alberto Valença Lima em 30/07/2018
Alterado em 02/08/2018
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