Recanto de Alberto Valença Lima
A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein)
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Vestida para matar
VESTIDA PARA MATAR (Dressed to kill)
Roteiro e Direção – Brian De Palma (1980)

Há um outro filme com o mesmo título de 1946 que não guarda com este nenhuma outra relação além do título pois, trata-se de um filme de Sherlock Holmes. Mas vamos ao filme de De Palma de 1980.

Brian De Palma é um cineasta norte-americano apaixonado por Hitchcock. Seu filme mais famoso foi Scarface (1983) estrelado por Al Pacino. Por ter uma verdadeira fixação pelo mestre do suspense, seus filmes sempre homenageiam o diretor e ídolo. Neste Vestida para Matar, De Palma chega a quase reproduzir sequências famosas do mais conhecido filme de Hitchcock – Psicose. Até mesmo a situação chave do filme original, de ser o assassino um homem que se vestia de mulher. A cena do chuveiro ocorre logo nos 10 minutos iniciais. E para deixar mais claro ainda sua admiração pelo velhinho e mestre Hitchcock, De Palma insere no seu roteiro duas cenas do chuveiro. Além desta cena inicial, ocorre uma outra quase no final do filme.

A câmera de De Palma é a mais hitchcockiana das câmeras. É quase como se você estivesse assistindo a um filme do famoso diretor. Os movimentos deslizantes, os close-ups, as sequências de acompanhar o personagem, são comuns nos filmes de De Palma e, neste em particular, são abundantes.

Angie Dickinson está divina em seu papel principal que não dura mais de meia hora do filme. Mas durante esta meia hora, ela dá um show de interpretação e, bota no chinelo as melhores atrizes de cinema pornô. Sim, pois a cena do chuveiro no início do filme, ela tomando banho, dá uma verdadeira lição para qualquer atriz pornô, de como fazer uma cena sensual. Acariciando seu corpo com o sabonete, ela chega a ter um orgasmo no banho e, mostra um corpo belíssimo, como muitas meninas de 20 anos não têm e dela teriam inveja.

A sequência dela no museu de arte expondo sua carência, é espetacular. Ela está sentada em frente a um quadro fazendo anotações, quando um estranho senta ao seu lado e fica em silêncio, também fazendo anotações. Ela se insinua para o estranho mas este não lhe dá importância e, pouco depois se levanta. Ela sai em sua perseguição num jogo de gata e rato que dura cerca de 5 minutos.

Ao finalizar esta sequência do museu, ela sai contrariada por ter perdido uma de suas luvas, que deixara cair sem perceber, e enquanto espera um taxi na porta do museu, joga a outra luva fora, pois não teria mais utilidade. O desconhecido está dentro de um taxi, parado em frente ao museu e, acena da janela com a sua luva que ele tinha apanhado no chão ao vê-la cair. Ela se dirige ao taxi para pegar a luva e, ao chegar próximo ela abre a porta do carro e puxa-a para dentro dando-lhe um beijo ardente que ela retribui. O motorista do taxi fica olhando pelo retrovisor como voyeur. O voyeurismo é uma tônica constante nos filmes de Hitchcock e de De Palma. O maior exemplo disso é “Janela Indiscreta” em que James Stewart imobilizado numa cadeira de rodas por conta de um acidente, explora os apartamentos vizinhos com um telescópio, culminando com o testemunho de um crime.

Na continuação, acontece uma das cenas mais eróticas do cinema. Ele começa a acaricia-la e ela vai se entregando ao prazer até o ponto de um orgasmo muito intenso que culmina com um grito que ecoa por todo o bairro. Antes disse ele tira a calcinha dela e joga-a no chão. Toda a cena é observada pelo voyeur, o motorista do taxi.

Bem, a partir daqui não mais vou descrever o filme para não tirar a graça para quem for assistir a ele. É um filme maravilhoso que merece uma atenção especial. Um dos destaques do filme é a trilha sonora que ficou a cargo de Pino Danaggio, que compôs uma música muito famosa dos anos 60: “Io Che Non Vivo Senza Te" que, para quem tem mais de 50 deve se lembrar. Sem a música de Danaggio, Vestida para Matar não seria o mesmo filme. Recomendo.
Alberto Valença Lima
Enviado por Alberto Valença Lima em 01/04/2018
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