Recanto de Alberto Valença Lima
A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein)
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Meu Diário
22/11/2018 21h00
Lançamento do meu primeiro livro solo

Foi lançado hoje o meu primeiro livro solo. Seu título? Caminhos de mim.

Trata-se de um livro de poesia que contem cerca de 140 poemas dos mais variados estilos. O livro encontra-se dividido em quatro partes. A primeira parte é formada por poemas clássicos e modernos. A segunda por Poetrix. A terceira por poemas em EcoSys, Indrisos e Rondéis. E a última parte é formada por sonetos.

O livro tem prefácio de Maria do Socorro de Paula Barreto, que é bahcarel em Letras pela Faculdade Fransinette do Recife. Ela tem dois livros publicados: "Adeus a um grande amor" e "O Homem rico e o menino pobre". 

Revisão e pósfácio de Ricardo Alfaya que é poeta carioca, com cinco livros de poesia publicados e é livreiro virtual. Pode ser contatado através do endereço https://alfaya-livreiro.com.br

O lançamento aconteceu na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco e teve início às 18h30. Compareceram cerca de 50 pessoas entre familiares, amigos e frequentadores da biblioteca.

Abaixo,  algumas fotos do evento. Mais, na minha página em alberto.prosaeverso.net/albuns.php.

 

 

 


Publicado por Alberto Valença Lima em 22/11/2018 às 21h00
 
22/10/2018 10h00
O velho truque (EC)

Estava ela acostumada a enganar o marido com um velho truque usado por tantas. Dizia que ia ao shopping fazer compras mas, lá encontrava-se com o amante que a levava até um motel e lá, passavam horas num idílio amoroso.

Após algumas horas, ele deixava-a no shopping outra vez e ela entrava em uma loja qualquer e comprava algumas roupas no cartão do marido. Depois entrava em outra loja de artigos masculinos e comprava para ele alguma camisa ou calça ou um cinturão ou uma bela gravata.

Chegando em casa, o marido ainda no trabalho. Ela tomava outro banho (pois já tinha tomado um no motel com o amante), colocava uma roupa descontraída e colocava um bom perfume para esperar o marido c-o-r-n-o  que não demorava a chegar.

E o recebia de braços abertos entregando-lhe o presente que comprara, deixando-o assim muito satisfeito com o cuidado que a deddicada esposa lhe tinha.

*****

Este texto faz parte do Exercício Criativo - O Velho Truque
Saiba mais, conheça os outros textos:
http://encantodasletras.50webs.com/ovelhotruque.htm


Publicado por Alberto Valença Lima em 22/10/2018 às 10h00
Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
15/10/2018 00h15
O velho professor

Hoje, em homenagem ao Dia do Professor, quero compartilhar com todos que aqui me visitam, um texto muito bonito sobre este, que é, o símbolo da sabedoria - O Professor.

De autoria de Renê Barreto

"Andava muito doente o velho professor...
Por isso, ele não tinha agora o mesmo ardor,
que outrora o possuía e que o animava dantes.
Às vezes, quando em aula, havia mesmo instantes
em que inclinava a fronte (aquela fronte austera
onde já desbotara a flor da primavera)
e cochilava um pouco, involuntariamente.
O velho professor andava muito doente.

Era, porém, tamanho o bem que nos queria
Que jamais quis pedir aposentadoria
e manter-se do Estado, à custa dessa esmola.
Era sempre o primeiro a aparecer, na escola,
com joviais maneiras, tão simpáticas,
não obstante sentir umas dores tão reumáticas
que o faziam sofrer, ultimamente.
O velho professor andava muito doente...

Um dia ele chegou mais tarde, alguns momentos.
Trazia nas feições sinais de sofrimentos...
A palidez do rosto, os olhos encovados
denunciavam seus pesares ignorados.
E, como para tomar a dor mais manifesta.
cavara-se-lhe fundo uma ruga na testa.
Franzia-lhe o rosto uma expressão de dor.
Andava muito doente o velho professor.

A aula começou. Mas, pouco depois das onze,
o velho mestre, o bom trabalhador de bronze,
(que já perto de trinta anos ou mais, havia
que – gigantesco herói – lutava dia a dia,
para a glória da pátria e para o bem da infância,
dando batalha ao vício e combate à ignorância.)
sentindo de uma dor os agudos abrolhos,
curvou as nobres cãs, cerrou de leve os olhos.

Fora, fulgia o sol. A manhã era calma.
Sorrindo, a natureza abria a sua alma
repleta de alegrias e cheia de esplendores.
Pela janela aberta, entrava o hálito das flores;
em toda a atmosfera azul lavada, fina,
ressoava baixinho, assim como em surdina,
um canto celestial, harmonioso e suave,
anjos tocando, em harpa, alguma canção de ave.

Nisto ergueu-se um aluno, um pândego, um peralta,
fabricou de um jornal um chapéu de copa alta.
e bem devagarinho (oh! que ideia travessa)
chegou-se ao mestre... zás! enfiou-lhe na cabeça.
E rápido se foi de novo ao seu lugar.
O mestre nem abriu o sonolento olhar.
E àquele aspecto vil de truão, de improviso,
rebentou pela aula estardalhante riso.

De súbito, surgiu o diretor, na aula...
Demudou-se-lhe o gesto, estremeceu a fala.
quando ele, transformando a sua mansidão de boi
em fúria de leão, nos perguntou: “Quem foi?”
“Quem foi esse vilão que fez tal brejeirice,
“sem respeito nenhum às cãs desta velhice?
“Vamos lá! Sede leais, verdadeiros e francos.
“dizei: quem ofendeu estes cabelos brancos?”


Mas ninguém denunciou da brincadeira o autor!
Como um truão dormia o velho professor!
O diretor, então, chegou-se junto à mesa...
Via-se-lhe no rosto, o incômodo, a surpresa,
de que o sono do mestre assim se prolongasse.
Curvou-se meigamente e levantou-se a face.
Mas recuou tremendo, aterrado, absorto,
aniquilado e mudo... O Mestre estava morto."

 

Nota:

Este poema foi declamado por mim no colégio quando eu tinha cerca de 8 a 10 anos, numa festa dos professores. Lembro que fui muito aplaudido. O poema foi todo memorizado e interpretado na apresentação. Foi tão marcante isso na minha vida, que ainda hoje, quase 60 anos depois, ainda recordo muitas das estrofes. Homenagem que presto aos professores em seu dia.


Publicado por Alberto Valença Lima em 15/10/2018 às 00h15
 
09/10/2018 08h00
Acompanhante (EC)

Alan acordou naquela manhã com um tesão enorme. Excitado e sedento por uma mulher desde que sua esposa se fora na semana anterior após uma discussão.

Abriu seu notebook e acessou um site de anúncios de mulheres lindas locais. Olhou várias até se deparar com Amanda, uma morena linda, de 18 aninhos, com um corpo exuberante, e que se dizia bem safadinha e com local próprio para realizar todas as fantasias de quem a procurasse.

Alan pegou o telefone e ligou. Marcou para 17h. Ela estava ocupada naquele momento e não pode atendê-lo. Ele deixou recado e ela retornou uma hora depois, quando marcaram para aquele horário pois só então ela estaria disponível. Ele gostou dela e por isso aceitou esperar. Não queria escolher outra. Estava decidido.

No horário marcado ele chegou lá no endereço fornecido, em Boa Viagem. Ela o atendeu com um vestidinho bem curto e os cabelos soltos. Muito cheirosa. Ele entrou e achou algo estranho na postura dela. Desconfiou e perguntou: você é mulher mesmo? Ela respondeu mostrando seu corpo de cima a baixo: o que você acha? Ele, ainda meio desconfiado, falou: é, parece que sim. Mas, quando entrou e ela fechou a porta, dois brutamontes sairam de dentro do quarto e agarraram Alan. Roubaram todos os seus pertences, deram nele uma surra grande, deixando-o desacordado. 

Quando ele acordou, estava nu, num matagal, no meio de muito lixo, num local totalmente escuro e deserto e com o corpo todo dolorido. Atordoado, tentou socorro por umas cinco horas ou mais, sem êxito. Só no dia seguinte, após amanhecer, que encontrou um caminhoneiro que lhe acolheu e o levou para uma delegacia, oferecendo-lhe uma capa para cobrir sua nudez. 

Alan descobriu que estava em Atapuz, uma cidadezinha próxima de Goiana em Pernambuco, distante cerca de 60km de Recife.

E o tesão de Alan foi pra o beleléu.

 

*******

 

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Dama de Companhia
Saiba mais, conheça os outros textos:
http://encantodasletras.50webs.com/damadecompanhia.htm


Publicado por Alberto Valença Lima em 09/10/2018 às 08h00
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24/09/2018 15h20
Para meu pai aos 80 anos

Para meu pai aos 80 anos

Papai, fui incumbido, como o filho mais velho, de dizer a você, algumas palavras hoje em nome de todos os seus filhos. É, sem dúvida uma honra tal encargo. Não poderia passar sem algum registro esta data tão significativa. Afinal, não é todo mundo que tem o privilégio de completar 80 anos.

Tomei então a liberdade, de falar com cada um, e pedir que me dissessem algo que seria importante ser dito nesta ocasião. Por derradeiro, se vou falar em nome de todos, tenho o dever de representar, e traduzir para você, o que cada um de nós gostaria de dizer se estivesse aqui no meu lugar. E foi engraçado, como na quase unanimidade, falou-se no seu exemplo e na educação que você, apesar das dificuldades, nos ofereceu. Temos, todos nós hoje, uma personalidade e um caráter invejáveis. Em todo canto que chegamos, qualquer um de nós, se destaca pela honestidade, pela ética, pelo caráter.

Xande, ocupa um cargo de confiança numa das maiores empresas de Pernambuco; Issa dirige uma empresa comercial de piscinas, que prima pelo respeito ao consumidor; Cáu, passou num concurso dos Correios, assumiu o cargo e, pouco depois, foi chamada para ocupar uma função administrativa no Banco do Brasil, da mais alta relevância, e só ocupada por quem merece inteira confiança; Dé, ocupa uma função de destaque nos Correios, que é uma empresa, reconhecidamente rigorosa em relação ao caráter dos seus funcionários, Ninha, exerce uma função de fiscal da Fazenda Pública, da mais alta relevância em nosso Estado, e que, não fosse pela honestidade inabalável, aprendida pelo seu exemplo, que você e mamãe nos deram, e a convivência com os valores morais, que vocês nos ensinaram, com certeza, estaria corrompida pela desonestidade, que infelizmente, reina hoje em nosso país; Toninho, ocupa um cargo de professor titular numa universidade pública, tendo já adquirido o grau de doutor; Cybèle, a caçula, como Cristina, seguiu a mesma carreira, e também, com honestidade e caráter incorruptível, se destaca, tendo agora no meio desse ano, colado o grau de bacharel em Direito, e honra a nossa família, fazendo dela uma família que não tem ovelhas negras. Finalmente, eu, o mais velho de uma família de 8 fllhos, já fui professor, sempre muito exigente, bem conceituado nos ambientes por onde passei, hoje, já estou aposentado por tempo de serviço. Concluí o curso de Direito, exerço a advocacia em um escritório junto com outros colegas.

Olha, papai, tudo isso, nós devemos a você e a mamãe!
Você nos criou a todos, com dedicação, zelo, amor. Nunca nos deixou faltar nada! Talvez até, não nos tenha dado o carinho na forma como alguns de nós precisasse, mas hoje, não tenho dúvidas, que todos alcançamos e compreendemos, que você nos deu muito carinho. E tudo isso, sem dúvida alguma, foi compensado pelas outras coisas boas que nos foram oferecidas.

E hoje, todos nós, reconhecemos, que você, é um homem de sucesso. Criou todos nós com todas as dificuldades da época, mas foi sempre como um jequitibá. Inabalável, forte, seguro. O abrigo certo. Enquanto mamãe, era a orquídea, que à sombra do jequitibá, florescia.

Nenhum de nós desgarrou, nenhum de nós, tornou-se ladrão, assassino, criminoso. Nenhum de nós edificou fortunas, mas temos um tesouro que é mais valioso que qualquer coisa – um pai maravilhoso!

Por tudo isso papai, receba os nossos parabéns. E, para finalizar, faço minhas, e de todos nós, as palavras que Cáu gostaria de dizer, parodiando Roberto Carlos: “Você, é meu amigo de fé, meu irmão, camarada!”

Alberto Valença Leal de Lima.

NOTAS

1. Discurso pronunciado em 24 de setembro de 2002, data natalícia do meu pai, Antonio Duarte de Lima. durante a missa celebrada em sua homenagem na Igreja Nossa Senhora de Fátima em Olinda - PE.
2. Hoje, se vivo fosse, ele estaria completando 96 anos. Em sua homenagem, posto aqui este discurso.


Publicado por Alberto Valença Lima em 24/09/2018 às 15h20
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