Recanto de Alberto Valença Lima
A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein)
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Meu Diário
29/07/2019 10h00
UMA CARTA ATRASADA (EC)

 

Estes fatos que ora narro são verídicos. Revelam um sofrimento passado. Difícil alguém que não passou por isso compreender a dimensão da angústia vivida. Mas, passo à narrativa.

Correspondia-me com uma moça do Estado do Rio. Pois é, nesse tempo ainda havia quem se correspondesse por cartas. Os Correios eram uma instituição ainda séria. E, dificilmente, alguma correspondência era extraviada.

Em uma série de cartas postadas pela moça do Rio, uma tinha o número 5. Era uma carta que vinha com dez páginas, e uma homenagem pelo meu aniversário. Só fiquei sabendo desta carta algumas semanas depois, quando chegou a carta de número 8. Nesta, que era resposta de uma minha que enviara reclamando sobre o fato de, no meu aniversário, ela não ter me enviado nada, já que no dela, que tinha ocorrido menos de um mês antes eu tinha enviado muitas coisas.

Na carta número 8 ela dizia que havia enviado a carta 5 uma semana antes do meu aniversário. E nela havia desenhos, poesia, e narrativas de fatos que não era possível reproduzir. E, como havia sido registrada a carta, era possível reclamar nos Correios. Ela me enviava o número da postagem e a data da mesma. Fui nos Correios e relatei os fatos com o número do registro. A pessoa que me atendeu informou que ela, lá no Rio, onde a carta havia sido postada, era quem tinha que fazer a reclamação.

Bem, valem dois esclarecimentos:

1) de que, nesse tempo, telefone era uma coisa muito rara. E difícil. Quando se pretendia fazer uma ligação interestadual, não era possível fazer do próprio telefone. Que não era celular. Nesse tempo, celular não existia. Era necessário ir até uma cabine telefônica e carecia marcar hora. E quase nunca se completava a ligação naquela hora marcada pois, nem sempre as condições meteorológicas permitiam. Por vezes ficava-se aguardando por horas. Além de serem muito caras estas ligações. Por essa razão, raramente se faziam chamadas interurbanas.

2) de que as cartas 6 e 7 foram escritas  antes de ela saber que a carta número 5 se extraviara.

Bem, eu escrevi uma carta informando a ela o que o atendente dos Correios me dissera. E fiquei aguardando. Um mês, dois, três... e nada de a carta número 5 chegar.

Nesse meio tempo, fiquei sabendo, através de outras cartas trocadas, que ela fizera a reclamação e que disseram que, como a carta era "gorda" (tinha dez páginas), havia a possibilidade de alguém ter aberto a carta na esperança de que contivesse dinheiro dentro. E isso tornaria impossível sua recuperação.

Todos os dias eu esperava o carteiro e perguntava se havia alguma coisa pra mim. Ele até já me conhecia. Antes de eu perguntar ele já ia dizendo: nada ainda. Até que um dia, a carta chegou. Foi uma espera angustiante. Durante essa espera, cheguei a ir ao Rio e conhecê-la pessoalmente. Nosso relacionamento terminou. E eu não recebi a carta.  Já nem mais me correspondia com ela quando chegou a carta. Quase seis meses depois. E não tinha mais o mesmo valor que teria se tivesse chegado a tempo.

* * * * * * *

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Uma carta atrasada.
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http://encantodasletras.50webs.com/umacartaatrasada.htm 

Publicado por Alberto Valença Lima
em 29/07/2019 às 10h00
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16/07/2019 15h47
Representação da UBT em Recife PE

Com muito orgulho, no dia de hoje, 16 de julho de 2019, o recebimento do diploma por intermédio dos Correios, que atesta minha designação, no dia 08 de junho de 2019,  como representante da UBT - União Brasileira dos Trovadores, em Recife - PE.

Consequentemente, registro também, a criação de um órgão da UBT na capital pernambucana. Uma Delegacia da UBT, que se faz representar em todo o território nacional por meio de Delegacias, Seções, Conselhos Estaduais e pela Diretoria Nacional.

A seguir, publico também um excerto do jornalzinho oficial da UBT do mês de julho de 2019, dando relevência a esta informação.

Se desejar, poderá obter mais informações no site da UBT Recife clicando na imagem abaixo.

Publicado por Alberto Valença Lima
em 16/07/2019 às 15h47
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15/07/2019 10h00
TODOS DORMEM E EU AQUI (EC)

NO SILÊNCIO DA MADRUGADA

Os ponteiros indolentes

Giram vagarosamente

E o dia não amanhece!

 

*****

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Publicado por Alberto Valença Lima
em 15/07/2019 às 10h00
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01/07/2019 10h00
Romantismo É Demodê? (EC)

Nelson Gonçalves cantava uma música chamada "Boêmio demodê" na qual ele começava assim:

"Vou fazer uma seresta,
Moderninha como quê,
Misturar os tratamentos,
Juntar o tu com você,
Eu não quero que me chamem,
Um boêmio demodê."

(...)

E finalizava com os seguintes versos:

"Porque a Lua
Nesses tempos agitados,
Já não é dos namorados,
Romantismo não tem mais.
"

Será que o romantismo está mesmo demodê? Que a Lua já não é dos namorados?

 Ao contrário do que muitos pensam, o romantismo não é apenas um estado de espírito, um sentimento de pureza e beleza que enxerga as coisas belas como a lua, uma flor ou um lago com um barco para passear com a amada. 

Romantismo, segundo a Wikipédia, "foi um movimento artístico, político e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que durou por grande parte do século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo e ao iluminismo e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa."

Caracterizou-se por uma exacerbação dos amores utópicos, impossíveis e, frequentemente, trágicos. Tendência à fantasia e ao sonho.

Posteriormente o romantismo foi associado ao cavalheirismo, aos trajes palacianos ou da época do capa e espada dos filmes. Também do culto ao belo e à exaltação da mulher e do galanteio. 

Estaria isso demodê? Na minha ótica não. Vejo muitos homens e, principalmente mulheres, valorizando este aspecto do romantismo, dos contos de fada e das princesas em perigo salvas por um cavaleiro garboso. Os sonhos e fantasias da época do romantismo principalmente da França.

E você? Acha que o romantismo hoje é demodê? Por quê?

*****

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Publicado por Alberto Valença Lima
em 01/07/2019 às 10h00
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17/06/2019 10h00
No Quarto de Dormir (EC)

Quarto de dormir deve ser um local de paz. Por isso, é importante que a ela tudo se associe, a começar pelo seu aspecto, como o quarto da foto acima.

Embora o quarto de dormir nem sempre seja utilizado para isso, é fundamental que ele seja asseado, limpo e que inspire a tranquilidade.

Michelle e Jean   começaram a namorar há poucos dias e ainda não tinham dormido juntos. Naquela segunda Michelle fora convidada por Jean para dormirem juntos. Excitadíssima, Michelle não via a hora de conhecer o apartamento de Jean. Ele, por sua vez, preocupado para não causar uma má impressão na namorada.

À noite, Michelle chegou no endereço que Jean tinha lhe oferecido no dia anterior ao convidá-la. Tocou a campainha e ele veio atender. Convidou-a para entrar e acomodou a valise que ela trazia no quarto. Michelle quando entrou, ficou deslumbrada com o aconchego encontrado no apartamento de Jean. E, em particular, o quarto. Ele abraçou-a e beijou-a com sofreguidão. Ela retribuiu. Em poucos minutos, estavam na cama, sem roupas, e numa excitação total.

Dormir, foi a única coisa que eles não fizeram naquela noite, naquele quarto.

 

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Publicado por Alberto Valença Lima
em 17/06/2019 às 10h00
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